Clima Louco

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sexta-feira, outubro 14, 2005

Clima Louco

Será que o clima está louco??
Deixe o seu comentário sobre as alterações climáticas que estão ocorrendo. Será que vamos morrer assados? De quem é a culpa? O que fazemos será suficiente para contrariar esse Aquecimento Global?
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15 Comments:

  • At 14 outubro, 2005 18:54, Anonymous Anónimo said…

    Acho que os seres humanos são loucos. Quando esperam regularidades onde há algum nível de instabilidade e imprevisibilidade e quando mantêm comportamentos que sabem contribuir para o agravar de situações que já detectaram e só os prejudicam...

    Anabela

     
  • At 19 outubro, 2005 18:12, Blogger Manu said…

    Concordo plenamente. Ainda não percebi como podemos ser tão apáticos perante esta situação. Há que começar a fazer algo, desde já!!

     
  • At 30 outubro, 2005 22:05, Blogger M.C. said…

    O tempo não está louco amiga. A culpa é do capitalismo realziado pelos Homens. Quiseram a industrialização. Agora globalização e esquecem-se que ainda nem tempos máquionas para fugir deste Mundo. A lua? pelos vistos foi tudo mentira, nunca lá meteram os pés.
    O que fazer: comecem por deixar de fumar, usar aerossois, deitar lixo à rua, não usar ecotecas, etc, etc etc....

     
  • At 31 outubro, 2005 19:20, Blogger 0uts1d3r said…

    O clima não está louco, apenas reage à loucura dos homens... e das mulheres :-)
    Incrivelmente, outro mundo é possível... onde não sejam precisos 7 litros de água para fazer 1 litro de coca-cola...

     
  • At 06 novembro, 2005 20:37, Anonymous Félix said…

    Fiquei tão entusiasmado com os vossos blogs que também fiz um.
    Obrigado por me terem chamdo à atenção. Chama-se Desambientado e o link é http://desambientado.blogspot.com

    Félix

     
  • At 16 novembro, 2005 20:30, Blogger Desambientado said…

    Coloquei um poste que talvez te interesse.

     
  • At 23 novembro, 2005 18:36, Blogger elisabete said…

    Olá Manu!
    Se o clima está louco ou não sei, só sei que está a por muitos homens à beira da loucura, principalmente aqueles que mais têm contribuido para a emissão de gases para a tamosfera.
    A seca, os furacões, as amplitudes térmicas, cada vez mais, estão a chegar aos extremos e quem sofre com tudo isso são aqueles que menos têm possibilidades de se defender deste " Clima louco" em que os homens vivem.
    è muito bom que se fale cada vez mais deste assunto
    Elisabete

     
  • At 03 dezembro, 2005 15:09, Blogger Márcio Martins said…

    ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS: CAUSAS NATURAIS OU ANTRÓPICAS?
    Nos últimos meses temos assistido com frequência à mediatização de fenómenos atmosféricos particularmente destrutivos: os furacões. Quase que inevitavelmente, a comunicação social associou esses fenómenos naturais a alterações do clima. Estará o clima a mudar? Será de facto o Homem, o principal responsável por essa mudança?
    A história do clima é intrínseca à história do nosso planeta. Nos últimos milhões de anos, ocorreram sucessivas mudanças climáticas. Nos últimos 100 mil anos comprovaram-se já inúmeras mudanças no clima, que ocorreram em períodos de tempo de aproximadamente dez mil anos. A conhecida Idade do Gelo terminou há precisamente dez mil anos. Durante esse período, praticamente toda a Europa encontrava-se coberta de gelo. Posteriormente, entramos num período mais quente, que estatisticamente deverá estar a terminar. Ao longo destes últimos dez mil anos verificaram-se ainda algumas mudanças no clima, que embora de menor impacto a nível global, foram fortemente sentidas no território português, com subidas e descidas do nível médio da água do mar e com consequências nas actividades agrícolas. Existem registos que comprovam que no início do século XVI, o rei D. Manuel I, comia na Páscoa, uvas vindas da Madeira. É uma, entre outras provas, que nesse período o clima era mais quente que na actualidade. Nos séculos XVIII e XIX, havia neve durante todo o ano, no cimo da Serra do Marão (1415 metros de altitude). Estávamos então a atravessar um período mais frio, que ficou posteriormente conhecido como a “pequena idade do gelo”. Note-se que a Revolução Industrial ainda agora tinha começado, pelo que os impactos das actividades humanas no meio natural eram ainda muito reduzidos. Estes são alguns, entre muitos outros exemplos que demonstram que o clima sempre mudou naturalmente.
    O sistema climático é muito complexo. Entende-lo na sua totalidade é uma tarefa ainda muito longe de ser alcançada. Atmosfera, correntes oceânicas, energia solar e inclinação do eixo da Terra são alguns desses subsistemas do Clima que estão constantemente a interagir. A expressão “o bater de asas de uma borboleta na China, pode provocar um furacão no Atlântico” evidencia a estreita relação entre o que um simples input num subsistema pode trazer ao sistema climático no seu todo. Quem não se lembra das terríveis consequências a nível planetário do famoso “El Niño”, que ocorre no Pacífico e se caracteriza pelo aumento “anormal” das temperaturas da água do mar como consequência da “interrupção” da corrente fria de Humboldt ao longo da costa Oeste da América do Sul? Com a manifestação do El Niño, sucederam-se inundações na Ásia, no sul de África e na Europa, enquanto que em outras regiões do mundo períodos de seca extrema trouxeram consequências dramáticas para milhões de pessoas.
    O Clima está de facto a mudar. Sempre mudou e sempre continuará a mudar. Mas atribuir essa responsabilidade ao ser humano é uma atitude incoerente. Existe de facto uma associação entre o aumento da libertação de gases que intensificam o chamado “efeito-estufa” com o ligeiro aumento registado na temperatura média do ar, nos últimos cem anos. Muitas outras correlações poderiam ainda ser feitas. Mas o clima irá inevitavelmente mudar, com ou sem inputs de origem antrópica. Contudo, devemos estar conscientes que a libertação de gases para a atmosfera tem outras consequências, como as chuvas ácidas, poluição de solos, água e sobretudo do ar. No Porto e em Lisboa, é fácil encontrar uma relação directa entre os dias em que a qualidade do ar urbano apresenta valores francamente maus com a entrada de pessoas nas urgências dos hospitais Centrais, com problemas respiratórios. Todos devemos ficar preocupados com os problemas ambientais. Erosão e desertificação, poluição do ar, da água e dos solos, desflorestação, entre muitos outros colocam em risco o futuro da humanidade. Mas associar a existência de inundações e furacões, mesmo que particularmente regulares e destrutivos, com mudanças climáticas é um erro. Não só por ser imprudente, mas sobretudo porque cientificamente não é ainda possível prová-lo. E esta foi uma das razões pelas quais George Bush não assinou o acordo de Quioto. No entanto, a precaução deveria levar-nos a considerar o pior dos cenários e a fazermos da dúvida um exercício activo que apela à responsabilidade, desta vez, uma responsabilidade que não é baseada na certeza ou conhecimento infalível, mas sim, uma nova responsabilidade baseada na incerteza e para a qual deveremos procurar novas regras morais que limitem a capacidade de auto-destruição do próprio ser-humano[1]. Esta nova atitude perante a insegurança e o risco - a precaução - é uma atitude plenamente coerente com muitas outras características que caracterizam as sociedades pós-modernas, como o fim da fé no progresso sem limites, o fim da fé na Ciência como conhecimento independente e objectivo capaz de resolver todos os problemas, a preocupação relativamente ao “ambiente” como grande valor presente em todas as sociedades e as atitudes catastrofistas e milenaristas que consagram o risco como um dos eixos configuradores das sociedades contemporâneas[2].
    Vivemos por isso, na chamada “sociedade do risco”. Por conseguinte, é essencial consciencializarmo-nos que “é impossível viver num ambiente totalmente livre de riscos” (KEITH SMITH, 2002) e que o termo risco implica não só a ideia de perigo e destruição, mas também as ideias de opção, prudência e responsabilidade, pelo que é importante considerar o contexto social no qual um determinado risco se manifesta, pois nem todas as sociedades partilham as mesmas percepções ao risco[3].
    Quando qualquer risco se manifesta, pode ocorrer uma catástrofe[4]. E é também importante compreender que o impacto de uma catástrofe é determinado pelas condições de vulnerabilidade de uma dada comunidade. Essa vulnerabilidade não é natural, uma vez que a dimensão humana das catástrofes resulta da combinação dos aspectos sociais, culturais, institucionais, políticos e económicos específicos de cada sociedade. Por exemplo, a exposição ao risco pode variar de acordo com a ocupação, classe social, etnia, casta, idade e sexo, e, normalmente, segundo SMITH, K. (2002), são os mais pobres, os mais novos e os mais idosos que se encontram especialmente em risco. Sendo assim, o impacto de um desastre varia mais com a vulnerabilidade humana do que com a magnitude física do evento. Agora, facilmente percebemos que perante catástrofes idênticas, morram mais pessoas nos países em vias de desenvolvimento do que nos países desenvolvidos. E que nos países desenvolvidos, são sempre os mais pobres os mais afectados, por ocuparem territórios particularmente susceptíveis a determinados riscos naturais. As opções de localização são, portanto, fundamentais. Planeamento e Ordenamento do Território reassumem assim um papel fulcral com implicações directas na qualidade de vida de todos nós, cidadãos, que deveríamos diariamente ter a consciência que o Planeta Terra não pertence a nenhuma geração em particular. Só assim poderemos permitir que as pessoas, agora e no futuro, atinjam um nível satisfatório de desenvolvimento social e económico e de realização humana e cultural, fazendo, ao mesmo tempo, um uso razoável dos recursos da Terra, preservando as espécies e os habitats naturais. Esta é a ideia principal do Desenvolvimento sustentável, o “desenvolvimento que atende ás necessidades do presente sem prejudicar a capacidade das gerações futuras atenderem ás suas próprias necessidades”[5]. Reflictam nisso.

    Referências bibliográficas:

    · AYALA-CARCEDO, F. J.; CANTOS, Jorge O. C. (2002) – Riesgos Naturales; Ariel Ciencia, 1ª edición, 1512p.
    · GANHO, N. (1998) – O clima urbano de Coimbra. Estudo de climatologia local aplicada ao ordenamento urbano; Trabalho apresentado à Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra para a obtenção do grau de Doutor em Geografia Física, Instituto de Estudos Geográficos da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, Coimbra, 551p.
    · GARRIDO, Carlos (1999) – África, Catástrofes Naturais e Desenvolvimento. África Studia nº2, Edição António de Almeida, Faculdade de Letras da Universidade do Porto.
    · GARRIDO, Carlos (2001) – A Economia das Catástrofes Naturais. Economia Pura nº37, pp.77-78.
    · GIDDENS, A. (1999) – Runaway World: Risk – Hong Kong. Reith lectures 1999. Lecture2, BBC. http://news.bbc.co.uk/hi/english/static/events/reith_99/week2/week2.htm.
    · HARE, F. et al (1992) – Desertificação: Causas e Consequências; Serviço de Educação da Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa, 678p.
    · MARTINS, Márcio (2005) – Processos de Erosão Acelerada na Região Demarcada do Douro. Dissertação de Mestrado em Gestão de Riscos Naturais, apresentada à Faculdade de Letras da Universidade do Porto, Porto, 197p.
    · MONTEIRO, Ana; PEDROSA, António; PEDROSA, Fantina (2002) – A Vulnerabilidade da Sociedade às Catástrofes Naturais: Uma Visão Integrada Dos Riscos Naturais. Uma Carta Aberta aos Estudantes do Curso 2002/03; Comissão Coordenadora do Curso de Estudos Pós-Graduados em Gestão dos Riscos Naturais, Departamento de Geografia, Porto.
    · REBELO, Fernando (2001) – Riscos Naturais e Acção Antrópica; Imprensa da Universidade de Coimbra, Coimbra, Série Investigação, 274p.
    · SMITH, K. (2001) – Environmental Hazards: assessing risk and reducing disaster. London: Routledge.
    · TWIGG, J. (2001) - Corporate Social Responsibility and Disaster Reduction: A Global Overview. Benfield Hazard Research Centre, London.

    NOTES:
    [1] MORAL ITUARTE, L.; PITA LOPEZ, M.ª F. – “El papel de los riesgos en las sociedades contemporáneas” in Riesgos Naturales, Ariel Ciencia, 2002.
    [2] idem
    [3] Risco é, para muitos especialistas da Análise dos Riscos, “o somatório de algo que nada tem a ver com a vontade do homem (aleatório, acaso, casualidade ou perigosidade), com algo que resulta da presença directa ou indirecta do homem, a vulnerabilidade” (REBELO, F., 2001). “Um risco resulta da probabilidade de ocorrência de um processo físico num contexto de ocupação humana” (Monteiro, A. Pedrosa, A., Pedrosa, F., 2002), sendo assim, existe risco quando um determinado fenómeno é susceptível de acarretar prejuízos directos ou indirectos (como a perda de recursos naturais e/ou económicos) a uma dada população. Recursos e riscos constituem assim a vertente antrópica e social da natureza, no sentido em que na sua própria definição é imprescindível a presença humana.
    [4] Quando uma comunidade é afectada por um determinado evento de origem natural ou antrópica que destrói por completo a capacidade dessa mesma comunidade, enfrentar, e por vezes, superar, os prejuízos ou danos causados estamos presente uma catástrofe (Twigg, J., 2001).
    [5] Relatório Brundtland (O.N.U, 1987)

     
  • At 01 fevereiro, 2006 17:16, Blogger azoriana said…

    Obrigada pela visita e inscrição no I Encontro Bloguista da Ilha Terceira. O selo basta copiar o conteúdo da caixinha abaixo da imagem que contém o código a colar no seu blog.

    Caso tenha alguma dúvida contacte-me de novo.

    Cumprimentos

     
  • At 06 fevereiro, 2006 11:02, Anonymous Anónimo said…

    Acho que no fundo todo mundo sabe do perigo que estadmos passando, no entanto tambem acho que ninguém fará nada, nem ricos e nem pobres, talvél quando vierem perseber, não tem mais jeito. A ganancia da humanidade é muito grande, não tem limite, que Deus nos ajude.

     
  • At 17 abril, 2006 11:40, Anonymous Anónimo said…

    Acho que isto já era previsivel pela ação do homem, com sua ganancia em produzir riquezas, achavam que tudo fiucaria de graça, eis aí resultado, porque já estava do escrito nas escrituras Sagrada. Que ulumine, porque do jeito vai atendencia é ficar pior.
    JPS.

     
  • At 22 fevereiro, 2007 19:45, Anonymous Anónimo said…

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  • At 06 março, 2007 19:49, Anonymous Anónimo said…

    Este comentário foi removido por um administrador do blogue.

     
  • At 28 novembro, 2007 09:09, Anonymous Anónimo said…

    assado ou congelados.. ????
    resta a duvida..... sera logo ou vai demorar.. queria uma resposta.. alguem pode me disser...

     
  • At 21 janeiro, 2008 13:37, Anonymous Anónimo said…

    Realmente tem-se verificado uma grande alteração climática ao longo dos anos. Eu ainda sou do tempo em que podíamos confiar nas estações do ano e esperar as condições atmosféricas próprias para a época do ano. Agora tá tudo torto!´Temos de fazer alguma coisa e contribuir para um desenvolvimento sustentável.

     

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